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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Análise - Twisted Metal Head-On (PSP)

Twisted Metal Head-On - PSP (2008)

Produtora: Incognito
Distribuidora: Sony
Outras plataformas: Playstation 2


Depois de alguns dias sem escrever nada no blog voltei com a primeira análise de um game para PSP aqui: Twisted Metal Head On. A série é conhecida de longa data pelos fãs de Playstation, tivemos 4 versões para Playstation One e Twisted Metal Black para Playstation 2.


Head-On, portanto, é a estreia da famosa série de destruição de carros no portátil. O game tem um enredo que segue a premissa dos anteriores, ou seja, Calypso convocou o torneio Twisted Metal, onde os participantes utilizam seus carros como armas mortais. O vencedor do torneio tem o direito de ter um desejo realizado (sej lá o que for). Deu pra perceber que o enredo não é o ponto forte do game (até mesmo da série toda), não é? Mas sinceramente é algo que não levo em consideração nesse tipo de jogo.

Graficamente falando, acho o game muito bem feito, mapas extensos e cenários bem construídos para um jogo de portátil. Não é um trabalho exemplar como God of Warpara PSP, mas é algo competente. O frame rate do jogo também constante, durante as horas que joguei não senti slowdown em nenhum momento.

A jogabilidade para novatos é um pouco complicado, eu mesmo passei alguns apuros, acho que não jogava um game da série desde 2000 (15 anos!). Mas com algumas horas de jogo já estava completamente adaptado e curtindo bastante a jogabilidade. Apenas alterei o botão do acelerador de quadrado para o X. Questão de gosto mesmo, vai de cada um.

A trilha sonora é boa, com músicas que casam perfeitamente com a ação frenética do game. Aliás, a trilha sonora sempre foi um ponto forte de Twisted Metal e no PSP isso não foi deixado de lado. Ainda bem!

Enfim, para quem é fã de jogos de destruição de carros esse é um game mais do que aconselhado, vai com certeza lhe prender por horas na frente da telinha do portátil.

Minha cópia do game original para PSP


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Análise - Need for Speed Most Wanted (Playstation 2)



Need for Speed Most Wanted – Playstation 2 (2005)

Produtora: EA Canada
Distribuidora: Eletronic Arts
Outras plataformas: Xbox, Xbox 360, Game Cube, PSP e PC

Need for Speed Most Wanted foi uma nova aquisição para Playstation2 nessa semana. E que aquisição! Most Wanted na minha opinião é o melhor e mais emocionante jogo dessa série que começou lá em 1994 no 3DO e depois teve versões para Sega Saturn e Playstation.

Logo no começo do jogo você assume o papel de um personagem não identificado em busca de fama e glória na cidade de Rockport. Há uma lista negra com 15 nomes de pilotos insanos que você deve derrotar, até chegar ao topo da lista e encarar Razor, um cara mal caráter que você irá conhecer logo no comecinho do jogo (fique atento as animações que correm durante a jogatina).

Provavelmente essa é a versão de Need for Speed com o melhor enredo, com ares de filmes do tipo Velozes & Furiosos. Mas sinceramente, eneredo em jogo de corrido é algo que pouco me importa, meu foco está na jogabilidade, sensação de velocidade, carros e a diversão que isso tudo irá me proporcionar. E Most Wanted atende perfeitamente todos os requisitos citados com maestria.

Ao iniciar sua batalha contra os 15 nomes da lista você que a cidade de Rockport é dividida em diversos bairros e, com seu carro, você deve circular por eles a procura de desafios para aumentar reputação, reconhecimento e respeito dos outros competidores.


De acordo com sua progressão no jogo, novos fatos se desenrolam e novos carros e opções de tuning são liberados. Há carros de montadoras como Mitsubishi, Ford, BMW, Audi, GM, Volkswagen, entre outras.  Pra quem gosta de tuning nesse tipo de jogo, há diversas opções de peças para serem alteradas bem como a aparência visual do veículo. Eu faço o básico para deixar o carro potente e vencer os adversários da blacklist. Mas isso, é claro, vai do gosto de cada um.

As perseguições policiais são a melhor parte do jogo, embora sejam os momentos que o jogador fica mais enfurecido com tantas viaturas (e até helicópteros) na sua captura.

Os homens de farda utilizam os já citados helicópteros, carros possantes de acordo com sua progressão no jogo, bloqueios com diversas viaturas e correntes de espinhos para mandar seis pneus pra casa do chapéu. É de ficar maluco!


Graficamente falando essa versão para Playstation 2 é bem competente, mas inferior as três outras versões que já desfrutei: Xbox, Xbox 360 e PC. Mas os carros são bem feitos, com ótima resolução. Os efeitos de chuva, sol, gotas na tela também são extremamente bem feitos, mesmo para os dias de hoje. Se você jogar em uma televisão de tubo com cabo vídeo componente melhor ainda.

A trilha sonora combina perfeitamente com o jogo e as músicas e efeitos são bem sincronizados com seu momento no jogo, se o momento for de tensão o som será de acordo com esse momento. Há músicas originais do game e de bandas como Jamiroquai e Distubed.  Realmente um trabalho muito bem executado nessa parte também.

Basicamente é isso. Need for Speed Most Wanted foi um dos melhores jogos de corrida na geração PS2/Xbox/GameCube/Dreamcast e como dito no começo desse post: na minha opinião, o melhor Need for Speed de todos os tempos. É diversão garantida por muitas e muitas horas.

Especial Dreamcast Parte II - A revolução online

Dreamcast - A Revolução Online

Quando escrevi a primeira matéria a respeito do Dreamcast não tinha intenção nenhuma de fazer uma “parte 2” sobre o mesmo. Porém, acho que fui injusto em não ter dado a devida atenção ao lado online do console, uma das grandes apostas da Sega para fazer frente aos concorrentes da época.
Pois bem, corrijo essa falha com essa pequena matéria sobre a SegaNet e os games que foram sucesso no Dreamcast no mundo conectado.

SegaNet

Se hoje você conhece e joga nas redes online de Sony e Microsoft, saiba que há 15 anos a Sega já investia pesado nesse ramo com o Dreamcast. A empresa fornecia um modem de 56k já embutido no console e havia também a opção de compra do Broadband Adapter para conexão banda-larga.

A ideia ao assinar o serviço era disponibilizar aos usuários jogos online, acesso a web, e-mail, bate-papo e conteúdo digital para diversos jogos lançados para o console. Aliás, quem assinasse o serviço por dois anos recebia em casa um Dreamcast como bonificação.

Jogos online

Foram diversos títulos que utilizaram da capacidade online da plataforma, citarei alguns logo abaixo.

Ação

- Alien Front Online
- Ooga Booga
- Worms World Party



FPS

- Quake III Arena (com possibilidade de jogar Dreamcast vs PC)
- Outtrigger
- Unreal Tournament



Corrida

- 4x4 Evolution
- Daytona USA
- POD Speed Zone
- Speed Devils
- Sega Rally
- Toy Racer




Shooter

- Aero Dancing
- Star Lancer



Luta

- Capcom vs SNK 2
- Marvel vs Capcom 2
- Street Fighter Zero 3
- Super Street Fighter 2 X
- Vampire Chronicles




RPG & Estratégia

- Phantasy Star Online V1
- Phantasy Star Online V2
- Hundred Swords
- Worms World Party



Esportes

- NBA 2k1
- NBA 2k2
- NCAA College Football 2k2
- NFL 2k1
- NFL 2k2
- World Series Baseball 2k2




Diversos

- Next Tretris
- Tech Romancer
- Super Puzzle Fighter II X
- Maximum Pool
- Bomberman Online
- Chu Chu Rocket




Conteúdo online

Além dessa gama de títulos, outros jogos apesar de não fornecerem partidas online possuíam conteúdo digital para download como: Sonic Adventure, Sonic Adventure 2, Shenmue, Skies of Arcadia, Dead or Alive 2, Jet Set Radio, Metropolis Street Racer, Resident Evil Code: Veronica, Crazy Taxi 2, Rayman 2, entre outros.

Você também podia utilizar a rede para fazer do seu VMU uma espécie de Game Shark. Era possível encontrar saves especiais de diversos games. Por exemplo? Resident Evil Code: Veronica com munição de Magnum infinita, Marvel vs Capcom 2 com todos os 56 personagens já habilitados, etc. Tinhamos também a possibilidade de baixar alguns joguinhos para o VMU, detonados de games, etc.

Baixa games clássicos na Xbox Live e PSN? A Dream Library já fornecia games de PC Engine e Mega Drive para jogar no Dreamcast!

Era possível também navegar na internet com o browser contido no CD “Web Browser” que acompanhava todo Dreamcast vendido no mercado.

Periféricos


Para melhorar a experiência do Dreamcast com a internet muitos periféricos foram produzidos para este fim, tais como: teclado, mouse, modem dial-up, modem banda-larga, microfone, webcam, etc.

Os mais comuns, na época utilizados, com certeza foram o teclado e mouse. Nunca cheguei a utilizar nenhum desses periféricos, acessa a web no Dreamcast com seu controle e teclado virtual. Na época, isso já era uma revolução para mim, pois não possuía PC em casa.

Conclusão


Enfim, só queria falar um pouco sobre a SegaNet e suas novidades revolucionárias para a época no mundo dos consoles. A Sega sempre foi uma empresa inovadora, arriscava sem medo, talvez devido a algumas dessas apostas destemidas (como Sega CD, 32X, GameGear, etc) e o fracasso comercial do Saturn levaram o Dreamcast a ser descontinuado em tão pouco tempo. O console era repleto de bons jogos, tinha apoio até certo ponto considerável das thirds e uma rede online muito boa para a época e que foi, com toda certeza, base para a Xbox Live em 2002 para o primeiro Xbox e o que vejos hoje na guerra Microsoft vs Sony no quesito online.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Análise - Fifa Soccer 96 (Mega Drive)

Fifa Soccer 96 - Mega Drive (1995)

Produtora: EA Sports
Distribuidora: Eletronic Arts
Outras plataformas: Super Nes, Playstation, Saturn, PC e 32X

Falar de Fifa Soccer para Mega Drive não é uma tarefa muito complicada para mim. Durante anos esse foi o principal game de futebol do aparelho e consequentemente o que mais tive o prazer de jogar. Enquanto no Super Nes brilhava International Super Star Soccer (que só chegou ao console da Sega em meados de 1997 ou 1998, não me recordo exatamente o ano) o Mega tinha outros games futebol de menor expressão (e qualidade), deixando o terreno livre para a franquia da Eletronic Arts.

Apesar de muitos não gostarem desse jogo (a maioria que jogava ISSS no SNES) eu acho ele muito competente e divertido. Os gráficos são bem aceitáveis para a época, o som durante a partida possui bons efeitos sonoros por parte da torcida, a jogabilidade é simples e intuitiva, há os modos de jogo padrão para um game de futebol (Exibição, Liga, Torneio) e diversas ligas de vários países, incluindo o nosso Campeonato Brasileiro.

Analisando alguns times enquanto jogava, deu para notar que as escalações estavam corretas levando em consideração o ano de 1995. Na liga brasileira não há como não notar a discrepância de cores dos times do nosso país. Corinthians? Branco e roxo. Cruzeiro? Preto e Azul. E por aí vai, mas tudo bem, ao menos podemos jogar com o time que torcemos no game.
Há também um modo de customização, no qual você pode criar jogadores e equipes, algo bem legal. Provavelmente na próxima vez ligar o console vou criar um time do Corinthians atual e com as cores corretas.


Essa versão de Fifa Soccer foi lançada para Sega Saturn e Playstation, já com gráficos 3D e algumas novidades para a época. Mas ainda assim, prefiro de longe essa versão para a plataforma 16 bits da Sega do que o inicio dos games de futebol 3D nos 32 bits.